Posso dizer que iniciei na etnomusicologia por acaso. Talvez até tenha tropeçado nela. É que durante meu último ano de graduação em composição na UFBA, entrei no grupo de pesquisa NEMUS (Núcleo de Estudos Musicais) coordenado por Manuel Veiga. Nessa época estávamos trabalhando no projeto “Impressão Musical na Bahia” e eu ficava responsável em ir às bibliotecas e arquivos públicos digitalizar, ou melhor, fotografar com câmera digital todo o acervo de partituras impressas na Bahia ou que tivessem relação com a Bahia (editadas na Bahia, compositores bahianos, publicadas por revistas ou periódicos bahianos, etc…). Para maiores informações sobre esse grupo de pesquisa e seus projetos, visitem a homepage www.nemus.ufba.br. Quando estava no último semestre, e decidido a encarar uma pós-graduação logo de cara, fiquei indeciso sobre as possibilidades: Composição ou Educação Musical. Etnomusicologia sequer tinha passado pela minha cabeça, quando Manuel Veiga me aconselhou: “Etnomusicologia não faz mal à ninguém….” (risos).

Pois é, acabei entrando no mestrado em etnomusicologia, em janeiro de 2001, sob a orientação de Manuel Veiga, e fiz uma dissertação sobre as Taieiras intitulada: “Taieiras de Sergipe: uma tradição revista”. Não vou entra em detalhes sobre o conteúdo da dissertação, até mesmo porque ela está disponível para baixar na seção de downloads.

Mas eu criei essa página para disponibilizar os arquivos da pesquisa de campo, como gravações, fotos, vídeos, etc.