Nessa página vou organizar informações de boas práticas sobre como escrever o código do Lilypond de forma a facilitar a leitura por deficientes visuais, em acordo com consultas realizadas a duas musicistas deficientes visuais que utilizam esse software.

1 – Oitavas

No Lilypond há a possibilidade de se utilizar o comando “\relative” para que as notas escritas dentro de um intervalo de quarta ascendente ou descendente não precisem de apóstrofes ou aspas para indicar qual oitava está. Todavia, minha colega me informou que, apesar do acúmulo de informações, ela prefere que cada nota seja escrita com a informação de oitava. Ou seja, sem o uso do “\relative”.

Dessa forma, um código como o escrito no Exemplo 1, utilizando o “\relative” seria melhor lido pelos deficientes visuais se for escrito como o Exemplo 2. Importante lembrar que o resultado visual de ambos será exatamente igual.

Exemplo 1

\new Staff \relative c’ {
c4 d’ cis d
fis, g e e,
e”1
}

Exemplo 2

\new Staff {
c’4 d” cis” d”
fis’ g’ e’ e
e”1
}

Se a partitura já foi escrita utilizando o “\relative” é possível usar o comando “\displayLilyMusic” para o console mostrar as notas absolutas. A forma correta de usar seria pegar o Exemplo 1 e inserir todo o código entre chaves, com o comando \displayLilyMusic logo após a primeira chave, tal como no Exemplo 3.

Exemplo 3

{
\displayLilyMusic
\new Staff
\relative c’ {
c4 d’ cis d
fis, g e e,
e”1
}
}

Se você utilizar o programa Frescobaldi para editar suas partituras Lilypond, você verá no Log o resultado que procura (ver Figura 1).

Figura 1

2 – Ritmo

No que se refere à escrita rítmica